Posfácio #08 – Homens em tempos sombrios

Nota: Passei um bom tempo sem publicar “posfácios”, mas as leituras não pararam. Os livros lidos já foram listados e aos poucos, vou liberando os posts.

Paguei uma disciplina de psicologia na graduação, e no meio dos muitos debates que aconteceram durante o semestre. Tive a oportunidade de comentar sobre o termo “Banalidade do mal”, termo cunhado pela autora desse livro: Hannah Arendt.  Acho que nos outros posfácios não comentei sobre o autor da forma que irei fazer agora. Arendt, mulher judia, viveu a segunda guerra e por suas influência políticas e filosóficas cunhou alguns termos e estudou o totalitarismo e a condição humana sob os aspectos de violência.

Voltando à aula de psicologia, percebi que ainda não tinha lido nada da Arendt, compartilhei isso com um amigo e ele me emprestou o “Homens em tempos sombrios”. Esse livro é a reunião de discursos de Arendt, sobre homens ( e mulheres) que viveram no século XX: Hermann Broch, João XXIII, Rosa Luxemburgo, Jaspers, Isak Dinesen, Bertold Brecht, Heidegger e Walter Benjamin. Ela se debruçou na biografia dessas pessoas, comentando de forma pessoal, invadindo seus pensamentos, expressando sua opinião, e questionando suas teorias.

O livro é lotado de sentenças que nos levam a pensar inúmeras coisas: da liberdade até a prisão que nós mesmos nos colocamos, da coragem de travar lutas pelo conhecimento até a forma de burlar regrinhas sociais para chegar onde se quer.

“Certamente, a própria humanidade do homem perde sua vitalidade na medida em que ele se abstém de pensar e deposita sua confiança em velhas ou mesmo novas verdades” p. 18

Não sei ao certo o que me fez achegar tanto a esse livro, talvez a proximidade dos dilemas por ela apresentados. O livro em alguns momentos se torna cansativo, mergulhar profundamente em teorias e teorias, o que por alguma vezes me levou a ter que parar a leitura do livro e fazer uma busca paralela sobre determinado conceito e como isso ou aquilo decorreu.

“E nós que, na maioria, não somos nem poetas nem historiadores estamos familiarizados com a natureza desse processo, a partir de nossa própria experiência de vida, pois também nós temos a necessidade de rememorar os acontecimentos significativos em nossas vidas, relatando – os a nós mesmos e aos outros. Assim estamos constantemente preparando caminho para a “poesia”, no sentido mais amplo, como potencialidade humana; estamos constantemente à espera; por assim dizer, de que ela irrompa em algum ser humano”

Homens em Tempos Sombrios
Hannah Arendt
Companhia de bolsobaixar-livro-homens-em-tempos-sombrios-hannah-arendt-em-pdf-epub-e-mobi-370x534

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