Luz baixa indica proximidade

 

É isso que senti ao te ver no bar, ao dançar anos 90, sentir o seu cheiro e olhar os seus profundos olhos. O teu riso por cima da tequila, tuas mãos no meu cabelo. As palavras fogem da boca ao te ver, enquanto isso os beijos se aproximam, sua nuca se aproxima, seu perfume me cheira.

São nossos detalhes que conversam sobre nós dois, são nossas histórias que serão contadas enquanto rimos diante do seu café que esfria e do meu que já foi. São as coisas que não nos damos conta, ou até aquela foto polaroid em câmera frontal. São as coisas ainda não pronunciadas e as que já foram ditas, somos dois caminhando para um.

Os meus lábios que te confessam o abrigo e aconchego de final de dia, os teus ouvidos que escutam minhas histórias, a miscelânea de sentimentos e sentidos que se unem em par.

“Par” lembra bar, lar, casar, amar, estar e os infinitos infinitivos de repetições em ar… Ar puro que suas mãos seguram ao me levar. Não sei mais falar de amores alheios enquanto este se fez/faz tão perto e enrolado nos meus cabelos cacheados. Desaprendi a rimar histórias urbanas e tristes desencontros entre as ruas da cidade, minhas rimas tem se tornado mais bregas, como suas músicas .

Os pronomes tem se confundido… Os verbos que nos conjugam em plural, a luz continua baixa e cada vez mais estamos nos  a    p   r  o  x  i mando, estamos permanecendo.

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