Posfácio #07 – Mensagem

Antes conhecia de ouvir falar e agora mais de perto… Fernando Pessoa. Esse livro é a reunião de alguns poemas direcionados a alguns governantes de Portugal. O livro é dividido em partes que simbolizam os castelos, os reis da época, os brasões.

Fernando Pessoa deixa muito claro a intervenção divina para o reinado e como os reis se mostravam solícitos ao que Deus determinara, também é nítido o poder do mar. Muitos poemas falam sobre a bravura de vencer o desconhecido, enfrentar o mar, vencer, a coragem, estar disposto e  ser humano o suficiente para ir.

“Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.” (Prece, página 69)

É se enxergar excessivamente humano no meio dos poemas de Fernando Pessoa, é ver a pequenez diante do mar e diante do Divino e saber que nada posso fazer, mesmo em meio a minha bravura e astúcia de ir adiante e seguir, de lutar e vencer e ser admirado por tais feitos. Mesmo assim, ainda pequeno demais, humano demais.

“Todo começo é involuntário.
Deus é o agente.
O heroi a si assiste, vário
E inconsciente.

À espada em tuas mãos achada
Teu olhar desce.
“Que farei eu com esta espada?”

Ergueste-a, e fez-se.” (O conde D. Henrique, página 25)

Mensagem
Fernando Pessoa
Editora Abril, 2010

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