Porta

O barulho da chave entrando na fechadura, encaixando, se acomodando a estrutura e seus pequenos mecanismos que permitem a entrada para algum lugar. O espaço começa a ser visto, o sol que atravessa a varanda e percebe-se a poeira da sala, o riso de alívio, as bolsas que são postas no chão. Casa.

Talvez, essa história teria que ser contada de outra forma, de maneira mais intimista:
O barulho das quase 10 chaves que se encontram no chaveiro, procurando qual abriria aquela porta, a predileção por uma em específico e justamente esta, abriu a porta. O fato de levar tantas chaves consigo, mostrava que pertencia a muitos lugares e ao mesmo tempo não pertencia a nenhum. O espaço que começou a ser visto, o sol que aquece e a rápida poeira sussurrando que a casa estava fechada há alguns dias. O riso de alívio, as bolsas no chão. Casas.

Depois de um tempo, abrir portas e encontrar chaves que sirvam para abri-las tem sido uma atividade comum.
Depois de um tempo, abrir portas e encontrar… Não é sinônimo de estar em casa. A partir do dia que abraços e conversas começaram a ser chaves e pessoas, portas de entrada a um tipo de lar que desconhecia, ter onde reclinar a cabeça se fez casa.

O fim de tarde, o café, a música, o silêncio, o toque, a asa do sorriso. Enquanto o artigo destes se apresentarem de forma singular, os lugares serão plural para muitos que enxergarem as portas distribuídas por seus caminhos.

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