Quisera eu que chovesse forte no dia de hoje…

Andamos pelas ruas, nos contamos histórias e até rimos e nos assustamos com as mesmas coisas. Como é bom ter perto, e estar perto. Ser presente, encontrar e no meio de tantos desencontros: um olhar, uma luz, um rumo.

Hoje, o sol gritava nas ruas e os óculos nos deixavam surdos ao seu grito. Mas ao mesmo tempo era necessário barulho, os carros, as pessoas, os sussurros, a xícara que bate no pirex, a gota de café que saltou, o sol, as reclamações, os pensamentos altos, os passos, a pressa, a correria, a fumaça, o cigarro, o sopro, a risada amarela, o chão, o nada, o olhar de nuvem, eu.

E se fosse dia de chuva, quisera eu que chovesse aos poucos, devagar caindo pequenos pingos que fazem os andantes se recolherem… Ah, quisera eu, que essa chuva se tornasse forte e o frio começasse a chegar e quiçá haver lugar para se esquentar. E os barulhos iam silenciar, e não precisaria de óculos pois me impederiam de ver a beleza do silêncio. Chuva forte para lembrar, para ter sentido, direção e vetor.

 

céu< -> chão

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