Diga-me com quem andas e não te conhecereis”

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Reclamava do passado, pois não encontrava os amigos. Falava do futuro, não conhecia quem viria a partilhar de suas futuras conversas. Chorava a perda de amigos do fim de semana: – Eu os perdi…pois cheguei atrasado, cheguei tarde,sabe? E eles já tinham ido embora beber, rir, farrar. E eu perdi dessa vez.

A budweiser na mesa só indicava que hoje não estavámos para situações fortes.Estava cansado, era sexta-feira, tinha largado tarde, estava só desta vez.Talvez, “novamente” pela primeira vez, fazia tempo que não aproveitava de si, estar só parecia um sofrer por não ter com quem dialogar. [Porém, entretanto, todavia] Ao mesmo tempo trazia conforto, novamente se conhecendo.

Não lembrava mais de si, lembrava dos outros, conhecia as manias dos outros. Estar ali por um só instante, significava respirar por si, encontrar-se novamente. Na verdade, não estava só, fazia companhia a ele e encontrava-se diante de um espelho, revendo um grande amigo “eu”.

Nos radicais gregos, ‘eu’ quer dizer verdadeiro. O ‘eu’ sentou na mesa, e ele pôde conversar com ele mesmo, percebeu que não se conhecia direito e por mais que não quisesse, naquela noite… se aprofundou em sentimentos que não queria.

O verdadeiro voltou para casa, estava com saudades do lar e de se sentir bem.

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