Crônica de um dia qualquer

Entre as luzes, os versos, as rimas. A cidade sobrevivia, andavam aparentando terem rumo, algumas almas presas aos seus padrões corporais.Pelos olhares cansados e dispersos de um fim de dia, alguns eram guiados até a comum parada de ônibus.

Outros que pareciam pertencer e terem seus sentimentos entrelaçados e elevados superficialmente por uma fumaça, um trago, uma música.Eles, se misturavam aos tantos outros que estavam ali. Em meio a tudo isso, as pessoas ignoradas no chão, recebiam os olhares que julgavam. Pareciam achar oxigênio em meio a poluição de olhares.

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Um homem que tocava entre as cordas nem tão refinadas de um violino perguntava se conheciam: ” Detalhes tão pequenos de nós dois…” trazia a ciência duvidosa da sua música. Que entre as notas agudas parecia desafinar enquanto os cidadãos  que o envolviam com suas poucas frases de que estava bom.Levantavam seus cigarros, tão amados.Um aclamou pela simplicidade do Rei do baião, tudo isso no chão.

O violino sobressaiu em meio ao barulho cotidiano dos carros e pensamentos altos.O ônibus daquela maioria, que fingia não ver a graça superabundar aquele ambiente, ou seria equívoco falar de cristianismo em meio a cidade fria …?

Subiram os mesmos, tomaram seus rumos.Fecharam seus olhos enquanto a cidade renascia,vivia sabe lá como… Um fone de ouvido começou a repetir o mesmo verso ignorado:

“Detalhes tão pequenos de nós dois…”

A cidade parecia cantar para sua intimidade, cantarolava para si mesma . Como se estivesse na frente de um espelho, assobiava para os viventes.

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